segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um Parque Temático adequado para a "Capital da Música"



O Contrabaixo cravado no chão pode ter suas cordas tocadas.
Neste sábado, 27/10, estive no SESC Itaquera, e vejam que magnifico o parque temâtico que a Unidade oferece para diversão de crianças e adultos.
Tatuí, Capital da Música, poderia muito bem ter um parque neste formato, chamando a atenção para o bem cultural que tanto projeta a cidade para todos os lugares do mundo.



A Guitarra é um escorregador.

O Trepa-Trepa tem diversos sons de instrumentos de Percussão - Ao lado um Carrilhão
O Trepa-Trepa tem diversos sons de instrumentos de Percussão - a Frente "Bombo"
O Carrilhão de Sinos


A Trompa ao ter a manivela ativada apresenta sonoridade.

A Amarelinha são representadas pelas Notas Musicais

A Harpa pode ser tocada
Um grupo de monitores promovem gincanas sobre os instrumentos, são tarefas que aproximam a criança ao universo da música.
Tatuí poderia utilizar do título que recebeu para elevar, a música, o bem cultural que tanto atraí as pessoas a nossa Cidade Ternura.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Projeto Música Orquestral Alemã realiza último concerto na cidade de Tatuí


O regente alemão Felix Krieger retorna a Tatuí para a última apresentação do projeto Música Orquestral Alemã no interior de São Paulo. Lyrical Andante for Strings, de M. Reger, Rückert Songs, de G. Mahler e Sinfonia nº5, de F. Schubert, serão as obras executadas pela Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, no dia 26 de outubro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira. No dia 27, às 15h, o mesmo repertório irá compor o concerto no Sesc Itaquera, em São Paulo. Nesse programa, a cantora Carolina Faria será a solista convidada na peça de Mahler.

Segundo Felix Krieger, a obra Lyrical Andante for Strings, de Reger, foi escrita em 1897 apenas poucos anos antes de Mahler compor suas canções Rückert, em 1901. Um firme defensor da música absoluta, Reger viu-se como sendo parte da tradição de Beethoven e Brahms. \"Seu trabalho muitas vezes combina as estruturas clássicas desses compositores com as harmonias estendidas de Liszt e Wagner, às quais ele acrescentou o contraponto complexo da música de Bach\". A música de Reger poderia ser considerada retrospectiva enquanto seguia as técnicas de composição clássicas e barrocas, embora tenha influenciado mais tarde importantes compositores alemães como Hindemith e Grabner.

Gustav Mahler, continua Krieger, atuou como uma \"ponte\" entre a tradição austro-alemã do século XIX e o modernismo do início do século XX. Mahler, considerado um dos maiores compositores de sinfonias, foi importante para os compositores da segunda escola vienense de Schoenberg, Webern e Berg, entre outros. Ele compôs principalmente canções e sinfonias, com uma interrelação estreita e complexa entre as duas, além de trazer materiais de várias fontes para suas canções e obras sinfônicas: cantos de pássaros e sinos de vaca para evocar a natureza e o campo, cornetas de fanfarras, melodias e danças de rua de seu país para resgatar o mundo perdido de sua infância. \"Os desafios da vida são representados em humores contrastantes: o anseio de realização pelas melodias crescentes e harmonia cromática, sofrimento e desespero por dissonâncias, distorções e pelo grotesco. Em meio a tudo isso é marca particular de Mahler a constante intrusão de banalidade e absurdo em momentos de profunda seriedade\".

O autor da última obra do concerto, Franz Schubert, \"foi claramente influenciado pelas formas das sonatas clássicas de Beethoven e Mozart\", explica Krieger. \"Suas estruturas formais e seus desenvolvimentos tendem a dar mais a impressão de desenvolvimento melódico do que de drama harmônico\". Apesar da nova e específica atmosfera de sua música (o início da romantique époque na música e a importância do desenvolvimento melódico também em suas sinfonias) percebe-se que sua genialidade foi mais produtiva no Lied, que Schubert, gênero que deixou sua marca mais indelével. Schubert criou uma nova época com o Lied e todos os outros compositores tiveram de seguir os seus passos, assim como, muito mais tarde, o próprio Gustav Mahler.


Música Orquestral Alemã
A proposta do projeto Música Orquestral Alemã é a montagem de um panorama histórico sobre o desenvolvimento da música de concerto germânica ao longo de mais de 250 anos, do barroco ao período moderno, em sete diferentes programas e 13 concertos, no interior e na capital do Estado de São Paulo. Em todo o projeto serão realizados uma obra de cada um dos mais famosos compositores da cultura europeia central, como Haydn, Beethoven, Mozart, Handel, Gluck, entre outros.

Em todos os concertos, os compositores serão apresentados a partir do autor que o precedeu, mostrando como cada um representa uma influência a um compositor da geração seguinte. Todos os envolvidos - músicos e público - serão capazes de sentir e entender como a música orquestral alemã se desenvolveu. \"Vamos descobrir juntos as conexões e desenvolvimentos entre os diferentes estilos e períodos e seremos capazes, também, de ouvir a criação de cada compositor e de cada época com novos ouvidos\", afirma o maestro Krieger.

Além da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a formação do grupo conta com a participação de músicos monitores da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) junto aos alunos da instituição tatuiana. Na presente etapa do projeto, formam o corpo de monitores o violinista Alessandro Borgomanero, o violista Ricardo Kubala, o violoncelista Tibô Delor, o contrabaixista Mauro Brucolli, o oboísta Arcádio Minczuk e o trompista Nikolay Alipiev.

O projeto \"Música Orquestral Alemã\" foi contemplado pelo Ministério da Cultura para receber benefícios da Lei Rouanet, e possui patrocínio do Banco Safra, Hamburg Süd Brasil, Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão, Allianz Seguros; promoção Goethe-Institut e co-realização SESC.

Serviço
Projeto \"Música Orquestral Alemã\"
Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Dia 26 de outubro de 2012 - sexta-feira - 20h30
Teatro Procópio Ferreira
Felix Krieger, diretor musical
Carolina Faria, solista
Informações (15) 3205-8444
Entrada Franca

Projeto \"Música Orquestral Alemã\"
Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí

Felix Krieger, diretor musical
Dia 27 de outubro de 2012 - Sábado - 15h00
SESC Itaquera
Endereço: Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Itaquera - São Paulo

Matéria do site www.conservatoriodetatui.org.br feita por Kaio Monteiro

sábado, 20 de outubro de 2012

Uma Avenida Histórica... oi oi oi...


Avenida Brasil
Avenida é o nome que se dá a uma rua de maior relevância em uma cidade, às vezes constituída por duas vias, de forma a permitir grande circulação de veículos. Não necessariamente precisa ser larga ou extensa, sendo que o critério normalmente utilizado para nomear uma via como avenida ou rua é sua importância relativa. Pode ser levado em consideração o fato de esta servir ou não como ponto de ligação entre outras vias e bairros importantes, conectando os serviços da região.
A maior do Brasil é a Avenida Brasil no Rio de Janeiro, com 58 Km de extensão.
João Emanuel Carneiro, constrói sua Avenida Brasil em horário nobre na principal emissora e produtora de teledramaturgia do Brasil. Carneiro apaixonado confesso por Nelson Rodrigues, apresentou aos apaixonados por teledramaturgia, um pouco da prosa realista de Nelson ao criticar a sociedade e suas instituições, sobretudo o casamento.
Em Avenida Brasil, a história, que um dia aconteceu com Lucinda, Nilo, Carmem Lúcia, Max e Santiago, e o público não conhecia, retornava pela mão contrária da mesma avenida, ou seja, estava acontecendo novamente, agora com Carminha, Maxwell, Rita ou Nina, Jorginho e Tufão. A Avenida Brasil da Rede Globo que estreou em 26 de março de 2012 guardava num amontoado de lixo a história podre e fétida dos personagens que habitavam aquele local.
Um talento foi apresentado logo de início Mel Maia que interpretando Rita mostrava em sua construção de personagem com força e determinação, o que depois Débora Falabella com maestria deu continuidade.
“Não me deixe aqui!!! Não Me deixe aqui!!!” – chorou desesperada a pequena Rita ao ser abandonada no lixão, lixão que tinha todos os atributos para servir como uma pedra no sapato da rede Globo, pois qual seria do público, num dos horários de maior ibope, ao ligar a televisão e ter como cenário um amontoado de lixo, será que o público se sensibilizaria com a história de Lucinda e Nilo? Claro que poderia ser um tiro no pé, porém o talento de Vera Holtz e José de Abreu fez daquele cenário um local que guardou até a última semana os porquês do enredo da Avenida.
E tudo veio a tona devido a dor da Vingança de uma criança que torturada pela madrasta e seu amante cresceu amargando em sua memória a perda do pai. A menina que foi depositada no lixão encontrou em Batata o amor, amor que se tornou uma falha trágica para a vingança de nossa heroína.
O que é normal em uma novela? O normal é vermos a mocinha se descabelando para vencer os obstáculos, na Avenida de Carneiro, a mocinha cedeu lugar ao mocinho e foi Jorginho quem chorou, chorou e chorou para até num último momento duvidar que não seria a mãe Lucinda a assassina de seu próprio filho.
Uma frase demonstra o que Nelson Rodrigues representa: “A ficção de Nelson Rodrigues está cheia de coisas atrozes e imorais, é verdade. Mas quem, acreditando em Deus, ousaria classificá-lo de imoral, porque a vida, criação de Deus, está cheia de coisas atrozes e imorais?”
E como na frase João Emanuel Carneiro não poupou o azedumes atrozes e imorais e num último capítulo atípico de novelas o único casamento realizado é de Cadinho com suas três esposas, durante a semana, consolidou o casamento de Suelen e seus dois maridos, já meio batido, mas véu e grinalda, não vimos, talvez porque seja realmente uma instituição falida.
Bom! Orgulho de poder durante 179 capítulos ver os atores, e aqui digo, todo o elenco, desfilar com orgulho o ofício de contar uma história ao público com tanta dedicação. E mais orgulho ainda, é poder assistir nossa conterrânea Vera Holtz num grande momento de sua carreira televisiva.
É! Vamos caminhando e que nossa história seja bem escrita para que não tenhamos a chance de dermos atropelas pela Avenida de nossas Vidas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bodas de Prata do FETESP termina com muitas Premiações



Arte de Paulo Rogério Ribeiro/Conservatório de Tatuí

A Festa de Bodas de Prata do Festival Estudantil do Estado de São Paulo executado pelo Conservatório de Tatuí foi um verdadeiro sucesso. E o resultado da mostra Competitiva foi de grande emoção e festa. 
Saiba quel foram os melhores segundo o juri do Festival, Edgar Cartro e Alessandro Toller

PREMIAÇÃO - FETESP 2012


MELHOR ESPETÁCULO
Vencedor: Os Sonhos de Nágila

MELHOR DIREÇÃO
Indicadas:
Amanda Sobral( Os sonhos de Nágila)
Valéria de Oliveira (Arena conta Danton)
Vencedora: Valéria de Oliveira (Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar)

MELHOR ATOR
Indicados:
Hiq Furquim (Os sonhos de Nágila)
Lucas Ruiz (Arena conta Danton)
Vencedor: Hiq Furquim (Os Sonhos de Nágila)

MELHOR ATRIZ
Vencedora: Rafaela Mendes (Os Sonhos de Nágila)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Indicados:
André Somora (Arena conta Danton)
Arthur Ives Pierina Marques (Orfeu e Euridice)
Caio Henrique P. de Carvalho (Os sonhos de Nágila)
Higor Moura (Arena conta Danton)
Vencedor: André Somora (Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Indicadas:
Amábile Cristina (Os sonhos de Nágila)
Gabriela Rodrigues (Arena conta Danton)
Vencedora: Amábile Cristina (Os Sonhos de Nágila)

MELHOR CENOGRAFIA
Vencedor: Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar

MELHOR FIGURINO
Indicados:
Agora era tarde...
Os Sonhos de Nágila
Vencedor: Agora era tarde...

MELHOR SONOPLASTIA
Indicados:
Agora era tarde...
Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar
Orfeu e Eurídice
Vencedor: Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar

MELHOR ILUMINAÇÃO
Vencedor: Arena Conta Danton – que o Tal & Pá vai contar

MENÇÃO ESPECIAL
Para a pesquisa dramatúrgica continuada da Cia. de Teatro Tal & Pá
(com as montagens de Arena Conta Zumbi, Arena Conta Tiradentes, Arena Conta Danton)

MENÇÃO ESPECIAL
Para a pedagogia colaborativa do Grupo Casca Grossa

MENÇÃO ESPECIAL
Para a pesquisa em linguagem dramatúrgica do Grupo ArteemQ

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O mito de Orfeu olha para trás e se perde....



EVOÉ!!! EVOÉ!!! EVOÉ!!!

O ultimo espetáculo do Fetesp apresentou a História de Orfeu e Eurídice do Colégio Vicentinos de São Paulo.
 
Orfeu nasceu nas vizinhanças do Olímpio, freqüentado pelas musas. Ele era excelente poeta, cantor e músico, passava o dia cantando ao som de sua lira, a qual aumentou de sete para nove cordas.

Seu canto era tão melodioso que, ao ouvi-lo, os homens mais brutais ficavam sensibilizados, as feras mais ferozes vinham repousar a seus pés mansamente, os pássaros pousavam nas árvores, os rios suspendiam seu curso e as árvores formavam coros de dança. Orfeu entoava cantos mais agradáveis que o delas, livrando os remadores do fascínio.

Orfeu era apaixonado por Eurídice, filha de Apolo. No dia de seu casamento, Eurídice, sua noiva, caminhava pelas margens do rio, quando apareceu Aristeu, que tentou violentá-la. No desespero de se livrar do atacante, ela pisou numa serpente escondida na vegetação e morreu depois de ser picada.

Orfeu julgou que devia procurá-la mesmo entre os mortos, tomou sua lira e desceu ao inferno.

O herói sensibilizou também os reis do inferno, o deus Hades e sua esposa Perséfone, e consegue permissão para levar Eurídice de volta ao mundo da luz. Apenas uma condição é estabelecida por Hades e Perséfone: Orfeu só poderia olhar para sua amada depois de terem saído do inferno.
O casal dirigiu-se ao mundo dos vivos, sendo Orfeu seguido a certa distância por Eurídice. Contudo, no momento em que já estão completando o percurso, Orfeu, para certificar-se de que a amada estava por perto, olha para trás e vê Eurídice perder-se para sempre nos abismos do inferno.

Na encenação do Colégio Vicentinos Orfeu tocava um violão. Na mitologia Orfeu, conforme texto acima citado, o protagonista tinha canto apaixonante, e o ator era afinado, mas o que não aconteceu na encenação de Camila Fernandes da Cunha, apesar de todos os atributos cênicos maravilhosos o espetáculo, que tinha tudo em sua criação, para ser emocionante é que Orfeu não tinha a presença necessária para encantar. E ao olhar para trás, para conferir se a amada estava o acompanhando, a cena ficou vazia, sem a emoção necessária. Claro que essa explanação acaba sendo demais para um trabalho Estudantil, mas é apenas um comentário na tentativa de ver o acerto de um colégio que normalmente traz para o FETESP espetáculos maravilhosos como Romeu e Julieta e Fausto, nos anos anteriores.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Agora era Tarde" no Teatro na Escola



Evoé!!! Evoé!!! Evoé!!!

Sexto dia do Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo e em cena pudemos assistir três contos da galardoada escritora brasileira pelo Prêmio Camões, Lygia Fagundes Teles. 

O espetáculo “Agora era tarde” é inspirado no último dos três contos da escritora da Academia Brasileira de Letra, o conto “A Chave” escrito em 1965, apresenta como tema a diferença de idade entre os cônjuges. Neste conto, bem como na montagem de Jane Kastorsky, o público é colocado em contato com os pensamentos de Tomás, desde as primeiras palavras do conto, que é também o narrador. Em determinado momento Tomas confidencia o seguinte: Agora era tarde para dizer que não ia, agora era tarde. Deixara que as coisas se adiantassem muito, se adiantassem demais. E então? Então teria que trocar a paz do pijama pelo colarinho apertado, o calor das cobertas pela noite gelada, como nos últimos tempos as noites andavam geladas! Pode-se observar, no segmento acima, a repetição da expressão “agora era tarde”, o que denota, ao mesmo tempo, o desejo do narrador em enfatizar que a situação que a personagem vive está consolidada, não pode ser alterada, e, o que resta é a resignação, o conformismo, com o estado atual e imutável dos acontecimentos. No período seguinte, pode-se deduzir que a culpa de tal situação é da própria personagem, ele deixara que as coisas se adiantassem muito, demais, segundo análise da Biblioteca Digital da Unesp.
Porém, antes de prestigiarmos o último conto apresentado, foi encenado o conto “O Menino” onde um garoto mergulha no reconhecimento de si, ao conviver com a mãe, conhece o adultério e para não desestruturar a família ele reserva para a si a verdade. Num jogo cômico no formato cinema mudo, a narrativa possibilita a reflexão da natureza humana e de suas necessidades.

E o primeiro conto apresentado “ A Janela” apresenta uma mulher em seu quarto, com um homem. Apesar da impressão inicial de que são amantes, descobre-se que se trata de um desequilibrado que invadiu aquela casa e ficou horas a observar uma janela dizendo:”Meu filho morreu nesse quarto, olhando por essa janela uma roseira que havia no quintal ao lado”. A mulher consegue distraí-lo e sai, chama a polícia que vem buscá-lo com enfermeiros e uma camisa de força. Depois disso, a mulher fica parada, irritada com as amigas que zombaram da loucura do homem. Ela fica pensativa, olhando a janela.


Na montagem da Escola Estadual “Dr. Afonso Vergueiro” – Salto de Pirapora objetivo do Grupo alcançou a missão transportando para a linguagem teatral três contos de Lygia Fagundes Telles, do livro “Antes do Baile Verde”.

E o Teatro na Escola cumprindo a missão traçar a personalidade do aluno, do seu comportamento individual e em grupo, permitindo um melhor direcionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico.
Baco!!! Baco!!! Baco!!!

MOSTRA PARALELA

Praça Matriz - 12h

Peça: Coração de Menino em Noite de São João
Grupo: NPT Primeiro Andar (Núcleo de Pesquisa Primeiro Andar)
Cidade: Tatuí

Anexo 9 - Sala Preta - 15h

Espetáculo: Metamorfético
Autor: O Grupo
Direção: Iuri Proença
Grupo: Arte em Q
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 16 anos

Anexo 9 - Sala Preta - 18h30

Espetáculo: Faz de Conta que tem sol lá fora
Autor: Ivam Cabral
Direção: André Kaires
Grupo: Trupe Camaleão da AMART de Tatuí
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 14 anos.

Quem vem aí!!! Quem vem aí!!! Quem vem aí!!!

“Orfeu e Eurídice”
foto divulgação de Orfeu e Eurídice

Dia 13 de outubro – Sábado
Teatro Procópio Ferreira, às 20h30
Espetáculo: “Orfeu e Eurídice”
Direção: Camila Fernandes da Cunha
Autor: Camila Fernandes da Cunha
Categoria:
Recomendação: Acima dos 12 anos
Colégio Vicentinos – São Paulo

Elenco
Nathalia Spimpolim dos Santos / Cloto e dançarina de Hades
Camilla Rosette Baptista / Átropos e noiva
Nayara Araujo Leal / Ninfa Lara e dançarina de Hades
Tauany Cristina Araujo Leal / Ninfa Calesta e dançarina de Hades
Juliana Fernandes de Souza / Perséfone
Mateus Fernandes de Souza / Hades e Tântalo
Ana Paula de Oliveira Arêas / Ninfa e Eurídice
Sarah Darcie / Láquesis e dançarina de Hades
Renan Peterson dias Batista / Orestes e almas
Fellipe Shoiti / Orfeu
Murilo Mendonça Camarini / Aristeu e Caronte
Enrique Figueiredo Corrêa / Laon e Almas
Helóisa da Graça Lopes / Diana e almas
Arthur Ives Pierina Marques / Heitor e almas
Ana Paula de Oliveira V. Fagundes / Ninfa Lorena e dançarina de Hades    

Ficha Técnica

Luis José Fagundes / Iluminador
Camila Fernandes Cunha / Cenógrafo
Camila Fernandes Cunha / Sonoplasta
O Grupo / Contrarregra
O Grupo / Figurinista
O Grupo / Maquiador
O Grupo / Pesquisa
Nathalia Spimpolo dos Santos / Coreografia

Grupo de Teatro do Colégio Vicentinos:
Existe desde 2005 e já participou de diversos festivais e montagens teatrais, como “A Queda par o Alto”, de Claudio Mello e direção de Alexandre Ferreira. Este espetáculo ficou na 2º colocação no Fetesp de 2005. Participou também do Festival de Teatro UniArte. Atualmente se prepara para participar novamente em setembro da VI edição de Teatro intercolegial Uniarte com o espetáculo “Orfeu e Eurídice”.

Sinopse: Orfeu se apaixona perdidamente pela bela ninfa Eurídice, que morre prematuramente assassinada pelas mãos de Aristeu, amigo de Orfeu. Não aceitando a morte da amada Orfeu parte em busca de sua alma, atravessando o reino dos mortos até encontrar com Hades “Deus dos mortos”. Orfeu canta para Hades sua tristeza e este se compadece da sua dor e permite que Eurídice volte com ele para a terra. Mas para isso Orfeu deverá cumprir uma única condição que o senhor dos mortos lhe impõe: não olhar para trás a procura de amada até que tenham atingindo a luz do sol.

O Teatro como Formador de Opinião



Evoé!!! Evoé!!! Evoé!!!

As Bodas de Prata do FETESP teve no sexto dia o formato do Festival em sua totalidade. Às 17h na Praça da Matriz o SENAC de Ribeirão Preto, mesmo em meio ao tempo chove e não chove, apresentou o espetáculo “Ninguém Taí” que traz a cena tatuiana com muito humor e música um típico ser humano, curiosamente de nome José da Silva, que sendo um proletariado é demitido, por causa do sistema, que não admite atrasos e tendo que comer, literalmente, o pão que o diabo amassou. Após comer o pão, que o personagem do diabo amassou, o caráter de José da Silva é provocado e no jogo cênico oferecido pelo Grupo Teatral Insônia faz com que uma frase de Bertold  Brachet sirva de reflexão “Apenas quando somos instruídos na realidade é que podemos muda-la”. Atores mostrando ao público que na verdade “Ninguém Taí” com nada de verdade.
E por incrível que pareça, a noite no Teatro Procópio Ferreira, a tradicional Cia. “Tal & Pá” da Escola Estadual Professora “Maria Augusta Ávila” de São Paulo, carta marcada do Fetesp, e que por sinal, tem um trabalho extraordinário e que a cada ano vem com um trabalho maravilhoso espalhando encantamento, e para essa Bodas de Prata, a Escola de São Paulo apresentou “ Arena Conta Danton  (que o Tal & Pá vai contar) e contou. A contação começou logo na entrada no teatro, onde logo de cara você tinha que tomar uma decisão, pegar a bandeira preta ou a branca, na sala de espetáculo ao iniciar o jogo teatral, e era um jogo feito para participação da platéia, que participou com o coração aberto, iniciou o foco da trama: havendo um revolucionário que ganha o poder, o que deve-se fazer? O que naturalmente acontece no mundo quando existe dois pensadores juntos, outra nova revolução, pois sempre há pensamentos que se divergem. O Grupo de Teatro Arena São Paulo (ou somente Teatro de Arena) foi um dos mais importantes grupos teatrais brasileiros das décadas de 50 e 60. Inicia-se em  1953 tendo promovido uma renovação e nacionalização do teatro brasileiro, sua existência termina em 1972. Em seu palco, de cerca de 90 lugares, hoje Teatro de Arena Eugênio Kusnet apresentaram-se espetáculos de importantes diretores e dramaturgos. E no Palco no Teatro Procópio Ferreira do Conservatório de Tatuí o Arena das antiguidades, foi revigorado na realidade atual da Cia Tal & Pá mostrando as metáforas da atualidade nacional.
Até agora o melhor dia do Fetesp.
Parabéns aos 25 anos.
Baco!!! Baco!!! Baco!!!

MOSTRA PARALELA

Anexo 9 - Sala Preta - 15h

Espetáculo: A Incrivel Viagem de Jacó Vemcá em Busca da Verdade
Direção: Carlos Doles
Grupo: Descobrir Teatro
Cidade: Votorantim
Recomendação: Maiores de 12 anos

Praça da Matriz - 17h
Espetáculo: Tramas e Tramóias
Direção: Clayton Leme
Grupo: Coletivo Brincante
Cidade: Votorantim

Anexo 9 - Sala Preta - 18h30
Espetáculo: Mustache
Direção: Ludimila Castanheira
Grupo: Oficina de Técnicas Orientais do Conservatório de Tatuí / 2012
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 16 anos
Sinopse: As diferenças entre homens e mulheres são estritamente biológicas.

Quem vem aí!!! Quem vem aí!!! Quem vem aí!!!

Agora é Tarde...
divulgação Cia de Teatro "Uta"

Dia12 de outubro – Sexta-feira
Teatro Procópio Ferreira, às 20h30
Espetáculo: “Agora era tarde...”
Direção: Jane Kastorsky
Autor: O Grupo, inspirado pelas histórias de Lygia Fagundes Telles
Categoria: Drama
Recomendação: Acima de 12 anos
Escola Estadual “Dr. Afonso Vergueiro” – Salto de Pirapora

Elenco

Anderson Silva / Coro e voz pai em off
Diai Sodrigues / Enfermeiro, amante e tom 2
Eliza Santana  Nanci / Mãe e magô 3
Laís Quilles Brigite / Maria e magô 1
Leandro Freitas / Homem, narrador e Fernando
Midiã Souza Mirtes / Coro e Francisca
Rômulo Guerra / Tio, pai e tom 3
Soraya Santana / Criança e coro
Thaynara Souza / Mulher, coro e magô 2
Wesley Fóes / Enfermeiro, menino e tom 1

Ficha Técnica
Jane Kastorsky / Direção e Produção
Felipe Nórris / Iluminador
Dorival de Souza / Cenógrafo
Yara Batista / Sonoplastia
Anderson Silva / Contrarregra e Designer Gráfico
Aurea Almeida e Jane Kastorsky / Figurinista
Marcello Saturno / Maquiador
O Grupo / Pesquisa

Cia. de Teatro “Uta”:
O grupo foi formado em 2002, pela professora Jane Kastorsky, que época lecionava português, e por alunos do ensino fundamental. Possui mais de 10 espetáculos apresentados em diversos festivais de teatro e nas cidades da região. As peças do grupo foram premiadas em diversas edições do Festival Estudantil de Teatro - Sesi Sorocaba.

Sinopse: “
Agora era tarde...” é uma adaptação de três contos de Lygia Fagundes Telles, do livro “Antes do Baile Verde” distribuído aos alunos da rede estadual de ensino, através do Programa “Apoio ao saber” da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Teatro na Escola - A importância de Educar um Indivíduo



Evoé!!! Evoé!!! Evoé!!!

No quinto dia do Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo o peça da noite faz parte da modalidade Teatro na Escola e como é satisfatório ver Escola ensinando teatro a seus alunos. O Teatro na Escola tem uma importância fundamental na educação, o Brasil deveria segui o exemplo de Portugal que tem a disciplina teatro como parte do currículo escolar obrigatório do primeiro ciclo.
O teatro na educação do aluno permite que o indivíduo evolua em vários níveis: como na sociabilização, criatividade, coordenação, vocabulário, memorização, etc...
O Sonho de Nágila é um orgulho para o Festival que ao comemorar sua Boda de Prata, traz de volta a origem do Festival Estudantil da década de 70 e depois 90, onde o importante era a valorização do trabalho desenvolvido em Escolas públicas e particulares com a única função de formar indivíduos e não atores. Por esse motivo que o FETESP é desde 2011 dividido em 02 modalidades: Teatro Na Escola e Escola de Teatro, mesmo porque, nos últimos anos houve uma diminuição drástica do fazer Teatro na Escola.
Porém, a Escola Municipal “Barão de Piratininga” da cidade de São Roque está de parabéns, merece ser aclamada em pé pela produção que se apresentou no Teatro Procópio Ferreira na noite desta quarta-feira, pois apresentou de maneira simples e de fácil entendimento a história de uma menina que em meio a sonhos e pesadelos se depara com os padrões exigidos pelos grupos sociais aos que pertence, e, num momento nacional onde o bullyng é falado e questionado a peça mostra como Nágila é vista ao não conseguir se enquadrar nos formatos comportamentais por ter ela sua própria opinião, sendo diferente dos outros.
A peça brincou com esse tema tão delicado e na direção de Amanda Sobral surgiu um espetáculo que os pais e os alunos devem ver, para não cometerem os mesmos pré-conceitos que sofre Nágila.
É por esses momentos que me orgulho do meu ofício!!!

Baco!!! Baco!!! Baco!!!

MOSTRA PARALELA

Praça da Matriz, às 17h

Espetáculo: O Brasil no meu quintal
Grupo: Coro Infantil do Conservatório de Tatuí
Direção: Ronaldo Silva
Cidade: Tatuí

Praça da Matriz – 12h
Espetáculo: Contação de História
Autor: O Grupo
Grupo: NPT Primeiro Andar (Núcle de Pesquisa Teatral Primeiro Andar)
Cidade: Tatuí

Anexo 9 – Sala Preta – 15h e 18h30
Espetáculo: Devo Engolir Sr. Heart?
Direção: Iuri Proença
Grupo: Arte em Q
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 14 anos


Quem vem aí!!! Quem vem aí!!! Quem vem aí!!!

Ninguém Taí, na Praça da Matriz e
Arena Conta Danton no Teatro Procópio Ferreira
02 espetáculos da Mostra Principal

Foto divulgação SESC/Facebook
Dia 11 de outubro, às 17h
Praça da Matriz
Espetáculo: “Ninguém Taí”
Direção e texto: João Paulo Fernandes
Adaptação: Grupo Teatral Insônia
Recomendação: Livre
Senac – Ribeirão Preto

Elenco

Juliano Borges / Renata Carlomagno / Vilsinho Júri / Gabriela Vansan / Fernanda Galo / Douglas Pires / Stéfanie Hacker / Pipo Menegucci / Hezrom Lazarini / Renan Eichel / Lê Reis / Giovana Andrade

Ficha Técnica 
Preparação Corporal / João Paulo Fernandes e Renata Torraca
Cenografia e Figurinos / João Paulo Fernandes
Maquiagem / Grupo Teatral Insônia
Fotógrafo/ Coletivo Fuligem – Rafael Vital
Produção Executiva / Coletivo Fuligem – Gabriela Vansan
Sinopse: José da Silva era um homem comum, tinha filha, mulher, emprego e uma casa. Mas sua vida muda drasticamente, da tal forma que José passa por privações que colocará em jogo seu caráter. Com muito humor e música, através dos textos de Bertolt Brecht, “Ninguém Taí” faz uma crítica no qual o público participa ativamente na decisão do desfecho da saga de José.

Grupo Teatral InSônia: O grupo surgiu em 2011 a partir da 3ª turma do curso técnico de Arte Dramática do Senac Ribeirão Preto. No mesmo ano, estreiou o espetáculo “Sem Valsa. Às 6h”, elaborado a partir de texto de Nelson Rodrigues. Deste espetáculo surgiram oportunidades de apresentações em outras cidades. Assim, os alunos perceberam a oportunidade e criaram um grupo estudantil de teatro.

 
Foto divulgação - http://www.talepa.del.art.br/news.html
Dia 11 de outubro - Quinta-feira
Teatro Procópio Ferreira, às 20h30
Espetáculo: “Arena Conta Danton (que o Tal&Pá  vai contar)”
Direção: Valéria de Oliveira
Autor: Adapação da peça “Arena Conta Danton”, de Fernando Bonassi, em processo colaborativo com a Cia.Livre (livre recriação de “A Morte de Danton”, de Georg Büchner, e tradução de Christiane Röhrig)
Categoria:
Recomendação: Maiores de 10 anos
Escola Estadual Professora Maria Augusta de Ávila – São Paulo

Elenco

André Somora /  Beatriz Pereira / Ellen Ribeiro / Gabriela Rodrigues / Gabriella Luz / Giovanna Guadanhole / Higor Moura / Larissa Dias / Lucas Ruiz / Nayra Felizola / Pamela Lima / Raiane Merlin / Rebeca Barião / Sarah Leonardo / Dayane Gomes / Fernanda Reis / Fernando Nascimento / Jenifer Silva / Kamila Oliveira / Leonardo Ferreira / Matheus Freitas / Natalia Santos / Natalia Venâncio / Raphaela Mendes / Tais Franti /Wesley Clemente / Bianca Oliveira / Jefferson Reis

Ficha Técnica
Robson Salvador / Oficina de atores
Felipe Franti / Assistente de direção
Soraya de Oliveira e Tomé de Souza / Sonoplastia
Alexandre Oliveira e Henrique Andrade / Iluminação
Felipe Franti e Lucas Ruiz Martins / Adereços
Ângelo Favero, Gilmar Ribeiro, Arlindo Neto, João Vitor, Victor Cantagesso, Gabriela Ferreira, Helena de Oliveira e Flávio de Ávila / Equipe
Cia. de Teatro Tal&Pá / Figurinos
Valéria de Oliveira / Professora Responsável

Cia. de Teatro Tal&Pá: C
riada em 1994, na Escola Estadual Professora Maria Augusta de Ávila, dentro do projeto “Educação por processo de grupo através do Teatro”, com o objetivo de oferecer à comunidade uma opção de cultura e lazer, uma alternativa às drogas e à violência da cidade. Em 2010, a companhia participou do projeto “Crescendo no Teatro”, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura. Completa em 2012 dezoito anos de trabalho, dedicados especialmente ao teatro estudantil.

Sinopse: O espetáculo “Arena conta Danton (que o Tal&Pá vai contar)” adaptação de “Arena conta Danton”, da Cia Livre de Teatro, mostra os últimos dias da vida do revolucionário Georges-Jacques Danton e o processo político que o levou à guilhotina. A peça fala das incertezas e do vazio que se segue à morte dos ideais revolucionários, quando a luta termina e a realidade é bem menos poética que os sonhos originais.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Jogo Teatral para os Atores do Espetáculo



Evoé!!! Evoé!!! Evoé!!!

Primeiro Sinal.
Segundo Sinal.
Inicia então a apresentação de “Alegorias Patagruélicas”, quarto espetáculo do Festival, que traz a Festa do Teatro Estadual realizado em Tatuí um nome de grande importância do cenário teatral Ingrid Koudela. Koudela é assina a direção do espetáculo, ela, importante escritora, tradutora e professora universitária, se tornou uma das figuras centrais no estudo da didática do teatro e principal desenvolvedora do sistema de jogos teatrais e do pensamento de Viola Spolin no Brasil, tendo traduzido toda sua obra ao português.
Koudela é a professora da Universidade de Sorocaba e diretora do espetáculo que foi montado para ser apresentado em salas, corredores e espaços ao ar livre da Uniso. A encenação foi realizada por montagens a partir de pesquisas e criações que têm a pedagogia do teatro como eixo, indispensável para todo aluno que deseja fazer a arte teatral o seu ofício.
O espetáculo de Koudela que teve o enredo todo gerado em torno de Pantagruel herói do primeiro romance de François Rabelais, personagem boa-vida, alegre e glutão, destaca-se desde a infância por sua força descomunal, superada apenas por seu apetite e, por meio de músicas do cancioneiro popular e do famosíssimo pau de fita o jogo realizado pelos mais de 20 atores esqueceu-se de apenas um detalhe: jogar o jogo com uma das tríades principais para a realização do teatro, a platéia.
Ah! E o terceiro sinal? Não teve! E como nesse momento era pouco mais de 21h10, aplaudi-se os amigos e aguarda-se o terceiro sinal no dia de quarta-feira.

Baco!!! Baco!!! Baco!!!

MOSTRA PARALELA

Praça da Matriz, às 17h

Espetáculo: O Brasil no meu quintal
Grupo: Coro Infantil do Conservatório de Tatuí
Direção: Ronaldo Silva
Cidade: Tatuí

MOSTRA PARALELA
Anexo 9 - Sala Preta, às 18h30
Espetáculo: Perdoa-me por me traíres
Autor: Nelson Rodrigues
Direção: André Luiz de Kamargo
Grupo: 2º ano Teatro Adulto do Conservatório de Tatuí / 2012
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 16 anos


Quem vem aí!!! Quem vem aí!!! Quem vem aí!!!
“Os Sonhos de Náglia”

Dia 10 de outubro - Quarta-feira
Teatro Procópio Ferreira, às 20h30
Direção: Amanda Sobral
Autor: O Grupo
Categoria: Infanto juvenil
Recomendação: Livre
EMEF “Barão de Piratininga” – São Roque

Elenco

Amábile Cristina Silva de Oliveira / Beatriz da Conceição Cordeiro Rodrigues / Brendon W. Pacheco dos Santos /  Caio Henrique Pereira de Carvalho / Caroline Santos Mano da Costa /  Cinara  de Almeida / Gabriel Augusto Pereira / Gabriel Barbieri / Isadora de Pinto Simões / Nágila Vasconcellos Araújo / Rafaela Mendes Gonçalves / Raquel Silva de Sousa / Stefanie Luciane Santos Picirillo / Tuyla Fernanda Leite e Silva Wesley H. F. Furquim

Ficha Técnica

Amanda Sobral /Iluminador
Amábile Cristina/ Cenógrafo
Michael Albuquerque / Sonoplasta
Gabriel Augusto / Figurinista
Raquel Silva de Sousa / Maquiadora
O Grupo / Pesquisa

Grupo Casca Grossa:
Desde 2010 o grupo é formado por alunos do Ensino Fundamental II da EMEF Barão de Piratininga, de São Roque, com direção de Amanda Sobral, coordenadora do projeto teatro na escola do Departamento de Educação.  A criação deste grupo foi idealizada com objetivo de servir como referência para os demais grupos integrantes do projeto e que tem como orientadores professores sem formação e/ou experiência na área teatral.
 
Sinopse: Náglia, em meio a sonhos e pesadelos, convive com os padrões exigidos pelos grupos sociais aos quais pertence. Ao não se enquadrar nos formato comportamentais, acaba sendo excluída e humilhada apenas por ser diferente. O baile dos seus sonhos acaba não sendo do jeito que planejava e aos poucos até o garoto por quem Náglia era apaixonada acaba virando um grotesco e malvado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Agreste de Moreno marca o terceiro dia do FETESP


Arte do Cartaz de Paulo Rogério Ribeiro/Conservatório de Tatuí

Evoé!!! Evoé!!! Evoé!!!

O Agreste de Moreno tem uma estrutura aberta, mais de provocação do que naturalista e é dividida em três blocos.

O primeiro é o tempo mítico. “Ele andava muito para encontrá-la.” Tudo é indeterminado, e na encenação isotópica de Bia Molognoni, a narradora, interpretada por Tatá Nascimento, num brilhante trabalho como atriz do Festival até o momento, narrava a história encenada por seis atores, três casais com leveza e um primor cênico que encantava ao ver o organismo do Agreste; ações, respirações, sentimentos particulares de cada ator, mas único num todo. Uma máquina teatral exata que apresenta os vizinhos nordestinos na descoberta do amor.

No segundo bloco, “naquele dia, naquela manhã...”, é o tempo focado, e cada vez mais o espetáculo vai mostrando a que veio e desperta a reflexão para questões que ultrapassam as expectativas de uma estória amorosa, mas não o amor utópico, nem tão pouco, o amor interessado ou o amor físico, mas na verdade o comportamento social como o preconceito, estereótipo e ignorância. Na encenação o estereotipo do casal nordestino é deixado em segundo plano, com certeza porque tal situação pode acontecer com qualquer pessoa, casal e na movimentação cadenciada pelos andaimes a propriedade por cada ato dos atores e pela narrativa direcionava a platéia a esse comportamento. Pois nada havia até então de estranho a olho nu, mas se por um momento de distração a platéia piscar os olhos, entre o segundo e o terceiro ato, é capaz de não entender os porquês da situação que se envolveu o casal de vizinhos nordestinos que viveram no meio da seca e isso também é significativo pra essa montagem.

O terceiro é a condição psicofísica dos personagens. “O sol”, “muito tempo caminhando” se depara, amargamente, com o dizer de Sartre “O inferno são os outros”, pois, até então, 22 anos, uma vida era vivida na mais perfeita harmonia, até o momento que o parceiro morre, e a história para o outro se torna um tormento ao se deparar com comportamentos conservadores e patriarcais de nossa sociedade. A relação heterossexual hipócrita ainda prevalece sobre uma relação homossexual franca e ao mesmo tempo, a ignorância não é nem corrigida, nem perdoada. E o espetáculo que acalorou a noite de segunda-feira, terceiro dia de Festival, soube, num trabalho de atores primoroso, dedicado e sério, apresentar a cena tatuiana o que é um espetáculo com acabamento.

Se a platéia ao final do espetáculo não sente a necessidade de aplaudir, tudo bem, o silêncio também é uma forma rica de expressar a indignação e, cabe muito bem ao “Agreste” do CEUNSP de Itu que apresentou um espetáculo repleto de significados.

Baco!!! Baco!!! Baco!!!

Foto Divulgação Trupé de Teatro
MOSTRA PARALELA
Praça da Matriz,  às 12h
Espetáculo: Contos de Cascudo
Autor: o Grupo
Direção: Carlos Doles
Grupo: Trupé de Teatro
Cidade: Votoratim

Praça da Matriz, às 17h

Espetáculo: O Esperto Imaginário
Autor: o Grupo
Direção: Carlos Doles
Grupo: Trupé de Teatro
Cidade: Votoratim

Anexo 9 - Sala Preta - 18h30

Espetáculo: Cabaré Lástima
Autor: o Grupo
Direção: Ludmila Castanheira
Grupo: Classe de Aperfeiçoamento  de Teatro do Conservatório de Tatuí / 2012
Cidade: Tatuí
Recomendação: Maiores de 12 anos

Quem vem aí!!! Quem vem aí!!! Quem vem aí!!!
“Alegorias Pantagruélicas”
Foto Lucas Rosa
Dia 9 de outubro - Terça-feira
Teatro Procópio Ferreira, às 20h30
Espetáculo: “Alegorias Pantagruélicas”
Direção: Ingrid Koudela
Autor: Fragmentos de François Rebelais
Recomendação: Livre
Universidade de Sorocaba - Sorocaba

Elenco
Bruno Viana / Carol Paiffer / Daiane Rodrigues / Erica Soares / Fernanda Geraldino / Graziele Almeida / Hérmerson Pivetta / Jaqueline Rodrigues / Laís Vandeveld / Larissa Andrade / Larissa Bassoi / Leandro de Jesus / Lucas Rosa / Luci Cavassana / Luiz Terra / Marcela Lahoud / Mariana Mendes / Matheus Faria / Rafael Labarca / Rafaela Campos / Rodolfo Kenai / Tanja Luehr / Tatiana Veronezzi / Thailini Rocha / Thaís Almeida / Victor Mota

Ficha Técnica
Ingrid Koudela / Encenação e Dramaturgia
Dado Barros / Assistente de Dramaturgia
Maia Koudela / Trabalho de Corpo
Lucas Rosa / Direção Musical
Marco Thomaz / Iluminador
Jaime Pinheiro / Cenografia e Indumentária
Maia Koudela / Trabalho de Corpo
Lucas Rosa e Paulinho Batista / Fotografia e filmagem
Patrícia Neves / Professora Responsável
Coordenação do curso: Tania Boy

Grupo de teatro da Universidade de Sorocaba: Formado a partir da estrutura do curso oferecido pela Universidade de Sorocaba, pelos alunos do primeiro, terceiro e quinto período. Ao sair do ambiente dass salas de aulas tradicionais, o espetáculo suspirou ares e passou a trocar energias com ambientes exteriores. O grupo continua trabalhando com o espetáculo no segundo semestre, na disciplina de pedagogia do teatro, com a professora Patrícia Neves.

Sinopse: O espetáculo “Alegorias Pantagruélicas” é a narração de toda a aventura de Pantagruel – da voz de Rabelais – desde seu nascimento até o encontro com a Sibila. Os acontecimentos desse universo quinhentista são trazidos para o que é mais próximo de nossos hábitos brasileiros. Imagens, textos e sons nos remetem aos costumes medievais