terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Enchente de dor

foto do blog: http://madamshadow.blogspot.com
Pra onde ir...
Se a ponte que liga nossos caminhos
Foram arrastadas com a enchente
... com o preconceito desta gente.

Estou ilhado
No desespero angustiante das lágrimas,
Das águas que não cessam em cair
De me fazer sofrer... me fazer morrer.

Estou desabrigado
Não habito meu ser em mim mesmo
Você desabou um morro em meu ser
Devastou minha vida... meu viver

Quisera dar um tempo
Mas tempo de chuva afasta sol do meu viver
Não me permite a lua amar
Cega olhos que caminhos não deseja andar.

Pra onde ir...
Se estou em todos os lugares onde você não está
Onde o mar secou... e a vida...
Esta por fim acabou.

Estou sendo controlado pelo desejo de um dia
Como no sonho desta noite
Estar ao teu lado para todo sempre...
Depois que a chuva passar.

Escrito em 10 de janeiro de 2000

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estradas do Caminhar

Sigo por estas estradas
A fim de encontrar Teu ser perdido
Por algum acostamento
E no percurso do caminho
Encontro florestas desmatadas,
Plantações perdidas
E nem sequer um vestígio
De onde você possa,
Nesse momento estar.

Sigo por meu destino
Olhando as faces de todos os seres
Para talvez conseguir ao menos
Confundir neles um olhar,
Um sorriso ou um toque que somente você sabe dar.

Sigo o percurso da vida
Com olhos d’água e flores murchas
Mas com a esperança intacta
De estar trilhando o caminho
Onde, ao final, você estará me esperando.

Sigo a vontade de encontrá-lo
Em algum canto e amá-lo
E assim me esquecer do tempo perdido
E contemplando o momento atual

Sigo você, sem saber que caminho faz
Sem saber se é Anjo ou Homem
Sem saber se ainda me deseja,
Sem saber se vou reconhecê-lo

No mais vivo...
Vivo a te seguir.

(Ubatuba – 04 de janeiro de 2000)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Se entregou ao suor daquele corpo

Se entregou ao suor daquele corpo, como um garoto de programa que se entrega ao prazer do dinheiro. Virou-se a direita e cruzou olhos esverdeados com a claridade daquele olho claro, igual a uma pedra preciosa. Abraçou rapidamente o corpo de Adônis em memória que sentia naqueles lábios carnudos. Pecado. Pecado! Pecador!!! Sentiu-se um pecador ao desejar o calor daquele corpo nu em cima de seu corpo despido. Pensou. Tentou esquecer. Não quis pensar. Desejou! E como desejou. Deseja! E como deseja. Se se pudesse colabava seus lábios nos desejados lábios de Don Juan, mas se conteve, lembrou da sociedade, porém nunca mais se esqueceu da lua cheia. Se entregou ao suor daquele corpo....
(escrito em 01 de janeiro de 2004)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Hospital

De repente parecia a vida haver sido representada por alguns minutos. Medo. Susto. Insegurança. Respiração que trava. Força que escapa pó entre os dedos. Contração. Verdade que nem todos podem ou querem viver. Vida. Sorriso se perde. Olhares se consolam. Pensamento que angustia e assim que você percebe que a Vida quase escapou de sua história. Realidade. Esperança. Tudo é um flash-back daquilo que viveu comparado com aquilo que queria viver.

Escrito no Hospital São Paulo em 08/12/2003.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Aqui

Transpassa o coração a curiosidade de tentar saber de você. Você que um dia me cegou, que uma noite me desejou.

Dúvida.
Angustia, medo, e tudo parece que realmente nossa história é pra depois.

História.
Protagonista foi obrigado a se afastar de seu desejo. Teve que carregar consigo o amanhecer e o anoitecer de seus dias, somente pensando, imaginando o que pensa, o que faz a solidão.

Solidão.
Realidade que atormenta, assusta, afoga todo sentimento de prazer que a imaginação esperou encontrar.

(Toca o celular.)
- Alô! Não, foi engano!
Imaginação.
Transpassa o coração a curiosidade de tentar saber de você. Você que um dia me cegou, que uma noite me desejou.

Dúvida.
Angustia, medo, e tudo parece que realmente nossa história é pra depois.

História.
Protagonista foi obrigado a se afastar de seu desejo. Teve que carregar consigo o amanhecer e o anoitecer de seus dias, somente pensando, imaginando o que pensa, o que faz a solidão.

Solidão.
Realidade que atormenta, assusta, afoga todo sentimento de prazer que a imaginação esperou encontrar.

(Toca o celular.)
- Alô....

(escrita em 02 de dezembro de 2003)